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Crise da água: mito ou realidade?

  • Foto do escritor: Rhama Analysis
    Rhama Analysis
  • 24 de dez. de 2007
  • 2 min de leitura

A realidade desta crise possui vários contextos: (1) Grande parte da população é vulnerável devido a pobreza resultado da sustentabilidade mínima econômica e social que é agravada por variações climáticas naturais ou mudanças antrópicas; (2) a crescente vulnerabilidade por ocupação de áreas de risco de algumas regiões a desastres naturais como tsunamis, terremotos, furações, enchentes e secas. Estes números tiveram aumentos alarmantes nas últimas décadas devido ao aumento de população vulneráveis em áreas de risco; (3) a concentração urbana em áreas de baixa capacidade de disponibilidade hídrica e a falta de tratamento de efluentes que produzem a escassez quantitativa e qualitativa da água, com colapso freqüente, aumento de doenças de veiculação hídrica e redução da qualidade de vida da população. (4)a falta de capacidade institucional de grande parte dos países em desenvolvimento e mesmo desenvolvido (veja o caso Katrina) para lidar com complexas gestões do território urbano e rural. As perdas por desastre natural nos países mais pobres pode representar 14% do PIB. Em regiões como a Ásia onde o crescimento populacional e econômico é ainda muito alto devido a grande proporção de população rural, nas próximas décadas muitos destes fatores serão agravantes, que somado ao aquecimento e alteração climática podem levar ao agravamento da crise para determinadas regiões. Na África a escassez da água tem sido o grande problema dos últimos anos em vários países, resultado de um cenário de menor precipitação nos últimos 30 anos. Na América Latina a tendência é a estabilização do crescimento da população devido a maior proporção de população urbana, mas os desafios serão gerir a água nas cidades e a minimização das perdas dos desastres naturais.

Eng PhD Carlos E. M. Tucci

 
 
 

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